sábado, abril 26, 2008

Raças Perigosas . . ou Donos Perigosos

MEMÓRIAS DE UM LOBO SOLITÁRIO

Caros amigos, hoje decidi falar de um tema que muito tem dado que falar, que são os cães, ou seja as raças perigosas.

Muito se tem falado, de cães considerados de raças perigosas, que têm mordido, donos e famílias, vizinhos e mesmos estranhos, sem dó nem piedade e as medidas a tomar para por cobro a tais ataques selvagens.

Bem, todos estes ataques devem ser bem analisados.

É essencial mencionar, que o cão apesar de ser considerado um animal doméstico, tem que ser respeitado e entendido, como animal que é.

Segundo alguns historiadores a domesticação do cão, teve origem no Lobo Cinzento, há cerca de 100.000 anos, como tal essas características, encontram-se inatas nos cães, mais patentes em algumas raças que outras. Pelo que sendo descendente de Lobos, é um animal habituado a viver em matilha e a uma sociedade hierarquizada.

Como tal, o cão na maioria das vezes aceita o seu dono como o “chefe da matilha”.

Quando assim não o é, o cão assume a função de líder perante o seu dono.

Seja quem for que pretenda adquirir um cão tem que ter atenção diversos factores, na minha opinião é inconcebível, que um individuo adquira um cão de raça dominante; acho mais correcto este termo que raça perigosa; quando nunca teve um cão, quando a sua personalidade não se adequa a este tipo de raças. Porque não basta, comprar a melhor ração ou ter os melhores espaços e condições para ter o canídeo, é preciso dar-lhe atenção, e dedicação e demonstrar-lhe quem domina. Caso isto não se verifique, mais cedo ou tarde, surgiram os problemas, por isso o melhor é optar por uma outra raça, mais dócil.

Na minha perspectiva, não existem raças perigosas, existem sim donos e/ou tratadores perigosos, negligentes e perturbados mentalmente.

Pessoalmente, já treinei vários cães, das mais variadas raças e das vezes que fui mordido, nunca o foi por uma raça dominante, uma delas foi por um Chow-Chow, ciumento e por erros meus. E se analisar friamente as situações, as razões de tal conduta, conclui que maior parte delas, foi porque os seus donos, infligiam tratamentos aos seus cães, que lhes criaram traumas e que quando no cérebro do animal soa a “campainha” de alarme de traumas passados, ele reage.

Depois, o Governo informa que uma das medidas é a esterilização dos canídeos, considerados, de raças perigosas. Tal decisão, mais uma vez demonstram como os nossos Governantes, tentam resolver o assunto de uma forma simplista e superficial e que eu condeno.

A ver o assunto da perspectiva do Governo, então teríamos que castrar violadores e pedófilos, cortar os dedos a quem rouba e a cabeça a quem é corrupto. Mas, caros amigos…por esta ordem de ideias, teríamos um Parlamento vazio e com falta de mão de obra…

Na minha, humilde opinião deveria haver uma maior controle, desde do criador ao dono do cão e não uma exterminação de raças.

Ora vejamos, todo o criador destas raças, deveria comunicar todo o nascimento de novas crias, para desde de logo haver um registo e consequentemente informar os dados dos potenciais novos donos, a um organismo próprio.

Posteriormente, antes da entrega dos canídeos, o eventual dono, seria sujeito a exames psicotécnicos e entrevista, entrega do registo criminal e averiguação prévia do meio onde vive e está inserido.

Consequente e passada, esta fase seria sujeito a um curso de treino, juntamente com o seu cão.

Como é óbvio, todos os centros de treino de cães, seriam devidamente reconhecidos e inspeccionados, acabando desta forma, com os habilidosos e os enganadores, que se dizem entendidos na matéria e apenas, se aproveitam da situação. Valorizando assim os profissionais, que se dedicam á profissão e ao amor pelos cães.

Quem possuísse um canídeo não registado, fizesse criação não declarada, incorreria num crime.

Sendo assim, proteger-se-ia as raças, acabando com os criadores de quintal, com os falsos treinadores.

Como é natural, esta crónica só é entendida, por quem realmente ama os cães e convive com eles, quanto aos demais ignorantes …é preferível treinar cães, que lhes explicar a essência desta crónica.


O Cão continua a ser o melhor amigo do Homem, mas nem sempre o Homem é o melhor amigo do Cão.




Deixo aqui um forte ao abraço ao meu amigo Miguel e demais colabores (as) da CINOSEGUR

AAAAAAAAAAUUUUUUUUU


AAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUU

1 Comments:

Blogger Paulo Brissos said...

excelente comentário, melhor seria impossível, claro que quem trabalha com cães há muitos anos percebe perfeitamente o que que queres dizer, pena é que efectivamente seja mais fácil punir que prevenir. um grande abraço
Honuramus principia

30 de agosto de 2008 às 15:42  

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